domingo, 9 de outubro de 2011

Recursos Naturais

Recursos naturais são elementos da natureza com utilidade para o Homem, com o objetivo do desenvolvimento da civilização, sobrevivência e conforto da sociedade em geral. Podem ser renováveis, como a energia do Sol e do vento. Já a água, o solo e as árvores que estão sendo considerados limitados, são chamados de potencialmente renováveis. E ainda não renováveis, como o petróleo e minérios em geral.


Carvão Mineral:

O carvão mineral é uma rocha sedimentar combustível, de cor preta ou marrom, que ocorre em estratos chamados camadas de carvão. As formas mais duras, como o antracito, podem ser consideradas rochas metamórficas devido à posterior exposição a temperatura e pressão elevadas. É composto primeiramente por carbono e quantidades variáveis de enxofre, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio e elementos vestigiais. Quanto maior o teor de carbono mais puro se considera. Existem quatro tipos principais de carvão mineral; turfa, linhito, hulha e antracito, em ordem crescente do teor de carbono. É extraído do solo por mineração a céu aberto ou subterrânea.
Entre os diversos combustíveis produzidos e conservados pela natureza sob a forma fossilizada, acredita-se ser o carvão mineral o mais abundante.

Gáz Natural:


O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70 % em volume. A composição do gás natural pode variar bastante dependendo de fatores relativos ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento, processamento, e transporte. O gás natural é um combustível fóssil e uma energia não-renovável.
O gás natural é encontrado no subsolo através de jazidas de petróleo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos. É o resultado da degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de microorganismos que, em eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorâneas dos mares da época. Essa matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isto, sua degradação se deu fora do contato com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes pressões.

Água:

É importante observar os lugares onde se encontra a água, seus caminhos, sua influência sobre os diversos ecossistemas, sejam estes aquáticos ou terrestres, distribuição no espaço e no tempo, e sua utilidade para os seres humanos.

No solo, a água cumpre um papel essencial uma vez que nutre a flora e exerce notável influência sobre os sólidos que estão contidos nele. Na vegetação, a quantidade de água vai desde 80% nas folhas até 60% nos tecidos que se denominam lenhosos. Nas frutas, a presença da água é muito alta, nas uvas ou nos tomates, por exemplo, o conteúdo de água é até de 95%, mas em outros frutos pode ter uma presença menor, como é o caso dos chamados frutos secos, como o amendoim, que contêm apenas 5% de água.

Na fauna, a água também tem uma presença muito significativa. No que se refere aos seres humanos, é de destacar que seu peso corporal se caracteriza por conter aproximadamente 70% de água, distribuída de maneira diversa no corpo; a saliva e o suor contêm cerca de 95% de água e os ossos do esqueleto aproximadamente 10%. É sabido que os seres humanos não podem viver mais de três dias sem água, ainda que se possa permanecer muito mais tempo sem alimentos sólidos.


No planeta Terra há três espaços claramente diferenciados: a litosfera ou parte sólida; a atmosfera, que é uma massa de tipo gasoso; e a hidrosfera, quer dizer, a massa líquida. Esta massa líquida conforma os oceanos ou as águas continentais, como rios, lagos ou lagunas, ou se pode encontrar no subsolo, na forma de águas subterrâneas. O que se conhece como biosfera, a chamada esfera da vida, se localiza precisamente na intercessão dos três espaços mencionados.


Para que no planeta Terra possa haver a vida em geral e a vida humana em particular, se requer que exista oxigênio, que contemos com água e que haja um suporte terrestre.

Dinamica Atmosferica

DINÂMICA GERAL DA ATMOSFERA

Um dos temas mais complexos que permeiam os diversos campos de interesse da geografia é a Dinâmica geral da atmosfera e a sua interferência nos climas em todo o mundo. Nesse texto, pretendo apenas esclarecer alguns princípios muito básicos dessa dinâmica rica em fenômenos de compreensão difícil e explicação complexa.

Por princípios fisico-químicos, as moléculas de ar, quando aquecidas, tornam-se mais leves e descrevem trajetórias ascendentes (subida). Nos locais onde isso acontece na superfície terrestre, a pressão atmosférica torna-se baixa já que ela é o peso que as moléculas exercem sobre os corpos e esse peso diminui quando as moléculas estão aquecidas. Ao contrário, as moléculas frias, ficam mais pesadas e descrevem trajetórias descendentes, aumentando a pressão atmosférica nessas regiões.

Observe o esquema abaixo:

Com a subida das moléculas aquecidas nas áreas de baixa pressão, as moléculas mais frias das áreas de alta pressão deslocam-se para preencher o espaço criado pela subida do ar nas áreas de baixa pressão. É esse mecanismo que determina a dinâmica geral dos ventos, que sopram, portanto, das áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão. Os pólos apresentam pressões altíssimas devido às suas baixas temperaturas. Já as pressões mais baixas localizam-se na região mais aquecida do planeta, nas proximidades da linha do Equador.

O esquema abaixo explica a diferença de temperatura entre os Pólos e o Equador. Observe:

Nele estão representados dois feixes de luz de tamanho idêntico iluminando pontos diferentes do planeta. Por serem idênticos, a quantidade de energia enviada por cada feixe também é idêntica. No entanto, por conta da superfície arredondada da Terra, o feixe que atinge a região equatorial ilumina uma área bem menor do que aquele que ilumina a região próxima ao pólo. Assim, no Equador temos mais energia por área do que nos Pólos. Portanto, o Equador fica mais quente.


As moléculas que sobem na região equatorial abrem um espaço - um "vazio de moléculas" - na atmosfera. Então as moléculas das regiões de 30 graus de latitude norte e sul se deslocam para preencher esse espaço, gerando os ventos que conhecemos pelo nome de Ventos Alísios. Ao atingir a alta troposfera, a aproximadamente 16km de altitude, as moléculas que subiram no Equador dividem-se deslocando-se uma parte para o norte e outra parte para o sul, gerando os ventos que conhecemos pelo nome de Ventos Contra-Alísios. Ao atingir as regiões de 30 graus norte e sul, as moléculas descrevem trajetórias descendentes aumentando a pressão atmosférica nesses pontos. A chegada dos ventos contra-alísios nas zonas de 30 graus norte e sul determina a formação de uma célula de convecção de ventos: a Célula Tropical ou Célula de Hadley.

As moléculas que descem em 30 graus dividem-se ao tocar a superfície terrestre. Uma parte retorna para o Equador, na forma de ventos alísios. O choque dos ventos alísios nas proximidades do Equador forma a ZCIT (Zona de Convergência Inter-Tropical), uma zona de baixa pressão onde os ventos ascendentes carregam a umidade para a altitude possibilitando a condensação e a ocorrência de chuvas. A Zona de Convergência Inter-Tropical é marcada pelas intensas precipitações.

A outra parte dos ventos que descem em 30 graus norte e sul segue para a região de 60 graus de latitude. Nessas zonas de 60 graus, as moléculas vindas de 30 graus chocam-se contra as moléculas vindas das altas pressões dos Pólos. Esse encontro forma a Frente Polar. O choque desses ventos faz com que as moléculas subam - pois não podem ocupar o mesmo lugar no espaço - gerando ventos ascendentes, o que reduz a pressão atmosférica nas regiões de 60 graus norte e sul. Por isso, apesar da temperatura nessas áreas ser menor do que nas zonas de 30 graus, a pressão atmosférica é mais baixa.

A subida dos ventos na frente polar ocorre, como no Equador, até o "teto" da troposfera, a 16km de altitude. Nesse ponto os ventos se dividem novamente. Uma parte retorna para os Pólos onde desce, aumentando mais a pressão do local. E a outra parte retorna para as áreas de 30 graus, onde descreve trajetória de descida, somando-se aos ventos contra-alísios que vem do Equador e também chegam naquele ponto, contribuindo para as altas pressões dessa região. Dessa maneira estabelecem-se outras duas células de convecção de ventos: a Célula de Média Latitude, entre 30 e 60 graus de latitude Norte e Sul; e a Célula Polar, entre 60 e 90 graus de latitude norte e sul.

A compreensão desse modelo geral de circulação atmosférica é fundamental para entender as características dos climas. Ele explica, por exemplo, porque o Clima Equatorial, influenciado pela ZCIT, é mais úmido (ventos ascendentes) e porque a maioria dos Climas Desérticos aparece em regiões próximas a 30 graus norte e sul (ventos descendentes). Os ventos descendentes limitam a subida do vapor d'água para a alta troposfera. Desse modo não ocorre a condensação do vapor, o que dificulta a ocorrência de chuvas.

No entanto, o posicionamento desse sistema de ventos não é estático. Ele se move de acordo com as estações do ano. Quando o hemisfério norte está no verão, a ZCIT avança em direção ao norte abrindo espaço para o avanço da frente polar no hemisfério sul, que está no inverno. Nas situações de primavera/outono, a ZCIT costuma posicionar-se sobre o Equador e as frentes polares nas zonas de 60 graus. Quando o verão chega para o hemisfério sul, a ZCIT desloca-se para o sul abrindo espaço para o avanço da frente polar no hemisfério norte. É o que se vê no esquema a seguir:

É possível notar pelo próprio esquema que o deslocamento do sistema de ventos é maior para o norte do que para o sul. Isso se explica pelo fato de que o hemisfério norte possui mais superfícies continentais do que oceânicas. Como, por uma diferença de calor específico, os continentes se aquecem mais rápido do que os oceanos, o aquecimento do norte ao longo do verão atrai a ZCTI de forma mais intensa. Abandonando o seu posicionamento equatorial, a ZCIT migra para até a latitude de 10 graus norte, e todo o sistema se move nessa proporção. O verão seco do Clima Mediterrâneo (a 40 graus norte) se explica pelo deslocamento dos ventos descendentes sobre o Saara, a 30 graus norte, para o sul da Europa, a 40 graus norte.

 O aquecimento lento dos oceanos no verão exerce menor poder de atração do centro de baixa pressão da ZCIT. Então ela abandona sua posição equatorial e migra apenas para até a latitude de 4 graus sul, e todo o sistema se move nessa proporção.No hemisfério sul a situação se inverte. Temos mais oceanos (massas líquidas) do que continentes.

Rochas

Rochas igneas:


As Rochas ígneas, rochas magmáticas ou rochas eruptivas (derivado do latim ignis, que significa fogo) são um dos três principais tipos de rocha (sendo que as outras são as rochas sedimentares e as rochas metamórficas). A formação das rochas ígneas vêm do resultado da consolidação devida ao resfriamento do magma derretido ou parcialmente derretido. Elas podem ser formadas com ou sem a cristalização, ou abaixo da superfície como rochas intrusivas (plutônicas) ou próximo à superfície, sendo rochas extrusivas (vulcânicas). O magma pode ser obtido a partir do derretimento parcial de rochas pré-existentes no manto ou na crosta terrestre. Normalmente, o derretimento é provocado por um ou mais dos três processos: o aumento da temperatura, diminuição da pressão ou uma mudança na composição. Já foram descritos mais de 700 tipos de rochas ígneas, sendo que a maioria delas é formada sob a superfície da crosta da Terra com diversas propriedades, em função de sua composição e do modo de como foram formadas.
O processo de solidificação é complexo e nele podem distinguir-se a fase ortomagmática, a fase pegmatítica-pneumatolítica e a fase hidrotermal. Estas rochas são compostas de feldspato (59,5%), quartzo (12%), piroxênios e anfibolitos (16,8%), micas (3,8%) e minerais acessorios (7%). Ocupam cerca de 25% da superfície terrestre e 90% do volume terrestre, devido ao processo de gênese.

Rochas Sedimentares:


Rochas sedimentares são compostas por sedimentos carregados pela água e pelo vento, acumulados em áreas deprimidas. Correspondem a 80% da área dos continentes e é nelas que foi encontrada a maior parte do material fóssil.
As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois são as rochas ígneas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais:

  • pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas - rochas sedimentares clásticas ou detríticas;
  • pela precipitação de substâncias em solução - rochas sedimentares quimiogénicas; e
  • pela deposição dos materiais de origem biológica - rochas sedimentares biogénicas.
As rochas sedimentares podem ser:
  • Consolidadas - se os detritos apresentam-se ligados por um cimento, como é o caso do xisto ou das brechas; ou
  • Não consolidadas - se os detritos não estão ligados entre si, como no caso das dunas.


Rochas Metamórficas:

Em geologia, chamam-se rochas metamórficas àquelas que são formadas por transformações físicas e/ou químicas sofridas por outras rochas, quando submetidas ao calor e à pressão do interior da Terra, num processo denominado metamorfismo.
As rochas metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha levada a um ambiente onde as condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química e/ou física da rocha inicial.
Como os minerais são estáveis em campos definidos de pressão e temperatura, a identificação de minerais das rochas metamórficas permite reconhecer as condições físicas em que ocorreu o metamorfismo. O estudo das rochas metamórficas permite a identificação de grandes eventos geotectónicos ocorridos no passado, fundamentais para o entendimento da atual configuração dos continentes.
As cadeias de montanhas (ex. Andes, Alpes, Himalaias) são grandes enrugamentos da crosta terrestre, causados pelas colisões de placas tectónicas. As elevadas pressões e temperaturas existentes no interior das cadeias de montanhas são o principal mecanismo formador de rochas metamórficas. O metamorfismo pode ocorrer também ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura).


Espaço Geografico

ESPAÇO GEOGRÁFICO: é o espaço modificado e transformado pelo homem, ou quando este imprime na paisagem as marcas de sua atuação e organização social.


LUGAR: diz respeito a sua compreensão enquanto expressão geográfica de singularidade,universalista objetiva.Cada lugar é a sua maneira O MUNDO,mas também cada lugar,se faz,irremediavelmente,inverso numa comunhão com o mundo,tornando-se exponencialmente diferente dos demais


Lugar é considerado tanto como um produto de uma dinâmica que é única, ou seja, resultante de características históricas e culturais intrínsecas ao seu processo de formação quanto como uma expressão da globalidade.


No Ensino Fundamental o conceito de Lugar pode ser formado /compreendido como espaço de vivência,onde estão inseridas suas necessidades existenciais,suas interações com os objetos e pessoas,suas histórias de vida.


PAISAGEM
A categoria paisagem desde a sistematização da ciência geográfica,teve vários conceitos.
(Paisagem Natural,Paisagem Construída)
Porem a questão é: para entender a paisagem há necessidade de uma análise dinâmica do seu entendimento e não simplesmente apenas descrevê-la,hoje sua análise deve ser acrescida de ralações e conjugações de elementos naturais e tecnificados,sócio-econômicos e culturais


Paisagem Natural e Exótica
Paisagem Natural e Quase Desértica
Paisagens Construídas


No entanto, a Paisagem conjuga o passado,o presente e o futuro, numa convivência de diferentes temporalidades que se faz de cada uma delas única. A paisagem é visível e material, porem o processo de sua transformação revela conflitos sócio-ambientais, portanto ela não é estática, está em constante transformação.